domingo, 21 de novembro de 2010


Numa manhã de outono, parei e olhei uma folha que ainda permanecia pressa num galho de uma árvore perto de um lago, que a solidão era fluente na sua cor e no seu parecer. Com isso, simbolizei que o meu amor fosse aquela folha solitária, que a qualquer momento poderia cair e assim deixar de ter vida, passando então a ser apenas uma folha que existiu dentro de um mundo devasto de coisas.



Jean Oliveira

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